
![]() Ninguém me procurou? Não. Ninguém. Aperta o botão do elevador. Pelo corredor vai desabotoando a camisa, tira o paletó, a gravata, afrouxa o cinto. Abre a porta. Espia, os olhos meio estrábicos no medo de ver o bilhete que não existe sobre o assoalho vazio. Joga as roupas numa cadeira. Apóia o corpo na janela. Acende um cigarro. Espia a rua, as pessoas, a noite que se cumpre mais uma vez. Liga o rádio. Não ouve a música. Os olhos se turvam, por dentro uma coisa aperta num jeito de quem estrangula. Não pode gritar. As paredes se dobram, fremem, prenhes de ironia. Suspira. Exausto. Não queria, desde o começo eu não quis. Desde que senti que ia cair e me quebrar inteiro na queda para depois restar incompleto, destruído talvez, as mãos desertas, o corpo lasso. Fugi. Eu não buscaria porque conhecia a queda, porque já caíra muitas vezes, e em cada vez restara mais morto, mais indefinido -e seria preciso reestruturar verdades, seria preciso ir construindo tUdo aos poucos, eu temia que meus instrumentos se revelassem precários, e que nada eu pudesse fazer além de ceder. Mas no meio da fuga, você aconteceu. Foi você, não eu, quem buscou. Mas olf1ilaceramento foi só meu, como só meu foi o desespero. Que espécie de coisa o cigarro queimou, além dos cabelos? Sei que foi mais fundo, mais dentro, que nessa ignorada dimensão rompeu alguma coisa que estava em marcha. Eu quis tanto ser a tua paz, quis tanto que você fosse o meu encontro. Quis tanto dar, tanto receber. Quis precisar, sem exigências. E sem solicitações, aceitar o que me era dado. Sem ir além, compreende? Não queria pedir mais do que você tinha, assim como eu não daria mais do que dispunha, por limitação humana. Mas o que tinha, era seu. A noite ultrapassou a si mesma, encontrou a madrugada, se desfez em manhã, em dia claro, em tarde verde, em anoitecer e em noite outra vez. Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto. Abre devagar o armário do banheiro. O espelho reflete uma face de barba não feita, olheiras fundas, leve contração nas sobrancelhas. Abre o pacote de lâminas, retira uma, vai amassando aos poucos o papel. Senta na beira da cama, o aço nas mãos. Examina a cicatriz já antiga, um simples fio no pulso. Aperta. Sente as pulsações. O frio da lâmina entre os dedos. A cicatriz, lembrança de uma outra queda. Do apartamento ao lado chegam os sons desfeitos de algo que devia ser música. Um vento indeciso de madrugada entra pela janela. Está sentado na cama, corpo nu, pés descalços, costas curvas. A lâmina vibra entre os dedos. Nenhum pensamento. Só espera. Atenção fixa em si mesma. Dobra os ombros, como se chorasse. E não corta. Joga a lâmina pela janela, vai-se curvando para si mesmo. Os braços se cruzam, enlaçam os joelhos, a cabeça afunda entre as pernas. Não chora sequer. No cinzeiro, o cigarro esquecido queima. Um fino fio de fumaça sobe aos poucos indeciso, adensando o ar que se enche de olhos, de mãos, de gestos incompletos, vozes veladas, palavras não formuladas. Sem compreender, vaga entre a fumaça e tomba. Como um cego, vendo apenas para dentro. (Caio Fernando Abreu, in "O Inventario do Irremediável")
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02:04 ![]() Onde andarás nesta tarde vazia Tão clara e sem fim Enquanto o mar bate azul em Ipanema Em que bar, em que cinema Te esqueces de mim? Enquanto o mar bate azul em Ipanema Em que bar, em que cinema Te esqueces... Eu sei Meu endereço apagaste do teu coração A cigarra do apartamento O chão de cimento Existem em vão Não serve pra nada a escada, o elevador Já não serve pra nada a janela A cortina amarela Perdi meu amor E é por isso que eu saio pra rua Sem saber pra quê Na esperança talvez de que o acaso Por mero descaso Me leve a você Na esperança talvez de que o acaso Por mero descaso Me leve... Eu sei
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03:55 ![]() Poemas para a Amiga (Fragmento 7) Estranho e duro amor é o nosso amor, amante-amiga, que não se farta de partir-se e não se cansa de querer-se. Amor todo feito de distâncias necessárias que te trazem e de partidas sucessivas que me levam. Que espécie de amor é esse amor que nos doamos sem pensar e sem querer com tanto amor e tão profundo magoar? Estranho e duro amor que não se basta e de outros amores se socorre e se compensa e neste alheio compensar-se nunca se alimenta, mas se avilta e se desgasta. Estranho amor, ferino amor, instável amor feito sem muita paz, com certo desengano e um desconsolo prolongado. Feito de promessas sem futuro e de um presente de saudades. Chorar tão dúbio amor quem há-de? Estranho amor e duro amor incerto amor, que não te deu o instante que esperavas e a mim me sobejou do que faltava.
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03:11 ![]() Numa estrada dessa vida Eu te conheci, ó, flor Vinhas tão desiludida Mal sucedida por um falso amor Dei afeto e carinho Como retribuição Procuraste um outro ninho Em desalinho ficou o meu coração Meu peito agora é só paixão Meu peito agora é só paixão Tamanha desilusão Me deste, ó, flor Me enganei redondamente Pensando em te fazer o bem Eu me apaixonei Foi meu mal Agora Uma enorme paixão me devora Alegria partiu, foi embora Não sei viver sem teu amor Sozinho curto a minha dor
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03:18
No fim de um ano de trabalho, joão obteve uma redução de quinze por cento em seus vencimentos. joão era moço. Aquele era seu primeiro emprego. Não se mostrou orgulhoso, embora tenha sido um dos poucos contemplados. Afinal, esforçara-se. Não tivera uma só falta ou atraso. Limitou-se a sorrir, a agradecer ao chefe. No dia seguinte, mudou-se para um quarto mais distante do centro da cidade. Com o salário reduzido, podia pagar um aluguel menor. Passou a tomar duas conduções para chegar ao trabalho. No entanto, estava satisfeito. Acordava mais cedo, e isto parecia aumentar-lhe a disposição. Dois anos mais tarde, veio outra recompensa. O chefe chamou-o e lhe comunicou o segundo corte salarial. Dessa vez, a empresa atravessava um período excelente. A redução foi um pouco maior: dezessete por cento. Novos sorrisos, novos agradecimentos, nova mudança. Agora, joão acordava às cinco da manhã. Esperava três conduções. Em compensação, comia menos. Ficou mais esbelto. A pele tornou-se menos rosada. O contentamento aumentou. Prosseguiu a luta. Porém, nos quatro anos seguintes, nada de extraordinário aconteceu. joão preocupava-se. Perdia o sono, envenenado em intrigas de colegas invejosos. Odiava-os. Torturava-se com a incompreensão do chefe. Mas não desistia. Passou a trabalhar mais duas horas diárias. Uma tarde, quase ao fim do expediente, foi chamado ao escritório principal. Respirou descompassado. - Seu joão. Nossa firma tem uma grande dívida com o senhor. joão baixou a cabeça em sinal de modéstia. - Sabemos de todos os seus esforços. é nosso desejo dar-lhe uma prova substancial de nosso reconhecimento. O coração parava. - Além de uma redução de dezesseis por cento em seu ordenado, resolvemos, na reunião de ontem, rebaixá-lo de posto. A revelação deslumbrou-o. Todos sorriam. - De hoje em diante, o senhor vai passar a auxiliar de contabilidade, com menos cinco dias de férias. Contente? Radiante, João gaguejou alguma coisa ininteligível, cumprimentou a diretoria, voltou ao trabalho. Nessa noite, não pensou em nada. Dormiu pacífico, no silêncio do subúrbio. Mais uma vez, mudou-se. Finalmente, deixou de jantar. O almoço era um sanduíche. Emagreceu, sentia-se mais leve, mais ágil. Não havia necessidade de muita roupa. Eliminou certas despesas inúteis, lavadeira, pensão. Chegava em casa às onze da noite, levantava-se às três da madrugada. Esfarelava-se num trem e dois ônibus para garantir meia hora de antecedência. A vida foi passando, com novos prêmios. Aos sessenta anos, o ordenado equivalia a dois por cento do inicial. O organismo acomodara-se à fome. Uma vez ou outra, saboreava alguma raiz das estradas. Dormia apenas quinze minutos. Não tinha mais problemas de moradia ou vestimenta. Vivia nos campos, entre árvores refrescantes, cobria-se com os farrapos de um lençol adquirido há muito tempo. O corpo era um monte de rugas sorridentes. Todos os dias, um caminhão anônimo transportava-o ao trabalho. Quando completou quarenta anos de serviço, foi convocado pela chefia: - Seu joão. O senhor acaba de ter seu salário eliminado. Não haverá mais férias. E sua função, a partir de amanhã, será a de limpador de nossos sanitários. O crânio comprimiu-se. Do olho amarelado escorreu um líquido tênue. A boca tremeu, mas nada disse. Sentia-se cansado. Enfim, atingira todos os objetivos. Tentou sorrir: - Agradeço tudo que fizeram em meu benefício. Mas eu vou requerer minha aposentadoria. O chefe não compreendeu: - Mas seu joão, logo agora que o senhor está desassalariado? Por quê? Dentro de alguns meses já vai ter de pagar a taxa inicial para permanecer em nosso quadro. Desprezar tudo isto? Quarenta anos de convívio? O senhor ainda está forte. Que acha? A emoção impediu qualquer resposta. joão afastou-se. O lábio murcho se estendeu. A pele enrijeceu, tornou-se lisa. A estatura regrediu. A cabeça se fundiu ao corpo. As formas desumanizaram-se, planas, compactas. Nos lados, havia duas arestas. Ficou cinzento. joão transformou-se num arquivo de metal.
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14:30 ![]() O que será que me dá Que me bole por dentro, será que me dá Que brota à flor da pele, será que me dá E que me sobe às faces e me faz corar E que me salta aos olhos a me atraiçoar E que me aperta o peito e me faz confessar O que não tem mais jeito de dissimular E que nem é direito ninguém recusar E que me faz mendigo, me faz suplicar O que não tem medida, nem nunca terá O que não tem remédio, nem nunca terá O que não tem receita O que será que será Que dá dentro da gente e que não devia Que desacata a gente, que é revelia Que é feito uma aguardente que não sacia Que é feito estar doente de uma folia Que nem dez mandamentos vão conciliar Nem todos os unguentos vão aliviar Nem todos os quebrantos, toda alquimia Que nem todos os santos, será que será O que não tem descanso, nem nunca terá O que não tem cansaço, nem nunca terá O que não tem limite O que será que me dá Que me queima por dentro, será que me dá Que me perturba o sono, será que me dá Que todos os tremores me vêm agitar Que todos os ardores me vêm atiçar Que todos os suores me vêm encharcar Que todos os meus nervos estão a rogar Que todos os meus órgãos estão a clamar E uma aflição medonha me faz implorar O que não tem vergonha, nem nunca terá O que não tem governo, nem nunca terá O que não tem juízo
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04:33
Sim Promessas fiz Fiz projetos, pensei tanta coisa E vem o coração e diz Que só em teus braços, amor Eu ia ser feliz Eu tenho esse amor para dar O que é que eu vou fazer? Eu tentei te esquecer E prometi Apagar da minha vida este sonho E vem o coração e diz Que só em teus braços, amor Eu posso ser feliz Que só em teus braços, amor Eu posso ser feliz Tom Jobim
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04:02 ![]() Olhos fechados Pra te encontrar Não estou ao seu lado Mas posso sonhar Aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá Não sei bem certo Se é só ilusão Se é você já perto Se é intuição E aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá Longe daqui Longe de tudo Meus sonhos vão te buscar Volta pra mim Vem pro meu mundo Eu sempre vou te esperar Não sei bem certo Se é só ilusão Se é você já perto Se é intuição E aonde quer que eu vá Levo você no olhar Aonde quer que eu vá Aonde quer que eu vá Paulo Sérgio Valle & Herbert Vianna E as confissões de amor que morrem na garganta?! Olavo Bilac, Inania Verba, in "Poesias"
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23:46
Põe a mão na minha mão Só nos resta uma canção Vamos Volta O mais é dor Ouve só uma vez mais A última vez A última voz A voz de um trovador Fecha os olhos devagar Vem e chora comigo O tempo que o amor não nos deu Toda a infinita espera O que não foi só teu e meu Nessa derradeira primavera Vinícius de Moraes & Tom Jobim
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03:07
Você me tem fácil demais Mas não parece capaz De cuidar do que possui Você sorriu e me propôs Que eu te deixasse em paz Me disse vai, e eu não fui Não faça assim Não faça nada por mim Não vá pensando que eu sou seu Você me diz o que fazer Mas não procura entender Que eu faço só pra te agradar Me diz até o que vestir Com quem andar e aonde ir Mas não me pede pra voltar Não faça assim Não faça nada por mim Não vá pensando que eu sou seu Herbert Vianna & Paula Toller
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03:46 ![]() Adeus Vou pra não voltar E onde quer que eu vá Sei que vou sozinho Tão sozinho amor Nem é bom pensar Que eu não volto mais Desse meu caminho Ah, pena eu não saber Como te contar Que o amor foi tanto E no entanto eu queria dizer Vem Eu só sei dizer Vem Nem que seja só Pra dizer adeus
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17:14 ![]() He left no time to regret Kept his dick wet With his same old safe bet Me and my head high And my tears dry Get on without my guy You went back to what you knew So far removed From all that we went through And I tread a troubled track My odds are stacked I'll go back to black We only said goodbye with words I died a hundred times You go back to her And I go back to... I go back to us I love you much It's not enough You love blow and I love puff And life is like a pipe And I'm a tiny penny rolling up the walls inside We only said goodbye with words I died a hundred times You go back to her And I go back to... We only said goodbye with words I died a hundred times You go back to her And I go back to... Black Black Black Black Black Black Black I go back to... I go back to... We only said good-bye with words I died a hundred times You go back to her And I go back to We only said good-bye with words I died a hundred times You go back to her And I go back to black.
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02:07
Este seu olhar, quando encontra o meu, fala de umas coisas que eu não posso acreditar. Doce é sonhar, é pensar que você gosta de mim como eu de você. Mas a ilusão, quando se desfaz, dói no coração de quem sonhou, sonhou demais... Ah! Se eu pudesse entender o que dizem os teus olhos!... Tom Jobim
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04:03
Como você pode dizer Que me conhece Se nunca me viu Chorar com as luzes acesas Derramar Sem te tocar Como pode ver através de mim Sem olhar Sem desabar Como você pode saber O que eu sinto Se nunca ouviu As palavras que eu guardo em mim Sufocar Sem te mostrar Como pode ler o meu rosto Sem me encontrar Sem duvidar Se dói mais em você Melhor Eu não quero voltar Pra dizer a verdade Eu já desisti de me machucar Se alguém sofrer Esse alguém deve ser você Sérgio Santos & Alvin L.
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17:51
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20:38 ![]() Quando nasci, um anjo torto desses que vivem na sombra disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida. As casas espiam os homens que correm atrás de mulheres. A tarde talvez fosse azul, não houvesse tantos desejos. O bonde passa cheio de pernas: pernas brancas pretas amarelas. Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração. Porém meus olhos não perguntam nada. O homem atrás do bigode é sério, simples e forte. Quase não conversa. Tem poucos, raros amigos o homem atrás dos óculos e do bigode. Meu Deus, por que me abandonaste se sabias que eu não era Deus, se sabias que eu era fraco. Mundo mundo vasto mundo se eu me chamasse Raimundo seria uma rima, não seria uma solução. Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração. Eu não devia te dizer mas essa lua mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo. Carlos Drummond de Andrade
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15:43
Hoje eu quero a rosa mais linda que houver E a primeira estrela que vier Para enfeitar a noite do meu bem Hoje eu quero a paz de criança dormindo E o abandono de flores se abrindo Para enfeitar a noite do meu bem Quero a alegria de um barco voltando Quero a ternura de mãos se encontrando Para enfeitar a noite do meu bem Ah, eu quero o amor, o amor mais profundo Eu quero toda a beleza do mundo Para enfeitar a noite do meu bem Quero a alegria de um barco voltando Quero a ternura de mãos se encontrando Para enfeitar a noite do meu bem Ah, como esse bem demorou a chegar Eu já nem sei se terei no olhar Toda a ternura que eu quero lhe dar Dolores Duran
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00:20 ![]() I don't want you to be no slave I don't want you to work all day But I want you, to be true And I just wanna make love to you Love to you Love to you All I want to do is wash your clothes I don't want to keep you indoors There is nothing for you to do But keep me making love to you Love to you Love to you And I can tell by the way you walk that walk And I can hear by the way you talk that talk And I can know by the way you treat your girl That I can give you all the love in the whole wide world All I wanna do is make your bread Just to make sure you're well fed I dont want you sad and blue And I just wanna make love to you Love to you Love to you Willie Dixon
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02:59
I can only give you love that lasts forever And a promise to be near each time you call, And the only heart I own For you and you alone, That's all, that's all. I can only give you country walks in springtime And a hand to hold when leaves begin to fall, And a love whose burning light Will warm the winter night, That's all, that's all. There are those, I am sure, that have told you They would give you the world for a toy. All I have are these arms to enfold you And a love time can never destroy. If you're wondering what I'm asking in return, dear, You'll be glad to know that my demands are small. Say it's me that you'll adore For now and ever more, That's all, that's all. Alan Brandt & Bob Haymes
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02:50
Na verdade todo mundo sabe Que a gente é assim Que eu vivo grudado em você Você grudado em mim Que aonde eu vou você vai Nem pergunta onde é É que a gente não larga um do outro Um minuto sequer Se você fica triste quem chora Primeiro sou eu Se eu me zango você é quem briga E defende o que é meu Nosso amor é a coisa mais linda São só cenas de amor Todo o tempo que passa Porque o tempo todo a gente Se beija e se abraça Roberto Carlos
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09:15
Um segredo e um amor O que será maior em mim? O segredo desse amor Não pode mais viver assim Se eu pudesse revelar Os versos que eu te dediquei Se eu pudesse te contar Os sonhos todos que eu sonhei Se eu gritasse para o mundo ouvir Até onde a voz pudesse ir Eu não seria um sonhador E nem mais um segredo o meu amor Dudu Falcão (versão de Secret Love, de Paul Francis Webster e Sammy Fain)
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01:05
All I need Is someone like you My dearest darling Please love me to Within my heart I pray your answer's yes I'll make your life Full of happiness Whenever you need me I'll be there by your side Oh, I pledge my love to you With God as our guide Oh, nothing, nothing, nothing in this world Can keep us apart My dearest darling I offer you my heart Whenever you need me I'll be there by your side Oh, I pledge my love to you With God as our guide Oh, nothing, nothing, nothing in this world Can keep us apart My dearest darling I' offering you my heart
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00:36
Vivo encantado de amor Inebriado em você Suave veneno que pode curar ou matar Sem querer por querer Essa paixão tão intensa Também é meio doença Sinto no ar que respiro Os suspiros de amor com você Suave veneno você Que soube impregnar Até a luz de outros olhos Que busquei nas noites pra me consolar Se eu me curar desse amor Não volto a te procurar Minto que tudo mudou Que eu pude me libertar Apenas te peço um favor: Não lance nos meus esses olhos de mar Que eu desisto do adeus Pra me envenenar Cristóvão Bastos e Aldir Blanc
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03:54
Sonho lindo que se foi Esperança que esqueci Foi por medo de perder que eu perdi Tanto eu tinha pra dizer Tanta coisa eu calei Foi por medo de sofrer que eu sofri Foi pensando em me guardar E querendo não querer Me dizendo pra esquecer Foi pensando só em mim que eu pensei só em você Foi tentando me afastar Foi negando o meu amor Foi por não querer amar que eu amei você
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01:06
Vou cavalgar por toda a noite
Por uma estrada colorida Usar meus beijos como açoite E a minha mão mais atrevida Vou me agarrar aos seus cabelos Pra não cair do seu galope Vou atender aos meus apelos Antes que o dia nos sufoque Vou me perder de madrugada Pra te encontrar no meu abraço Depois de toda cavalgada Vou me deitar no seu cansaço Sem me importar se nesse instante Sou dominado ou se domino Vou me sentir como um gigante Ou nada mais do que um menino Estrelas mudam de lugar Chegam mais perto só pra ver E ainda brilham de manhã Depois do nosso adormecer E na grandeza desse instante O amor cavalga sem saber Que na beleza dessa hora O sol espera pra nascer
Mentido por Mentecapta às
00:35
Tu me levaste eu fui... Na treva, ousados Amamos, vagamente surpreendidos Pelo ardor com que estávamos unidos Nós que andávamos sempre separados. Espantei-me, confesso-te, dos brados Com que enchi teus patéticos ouvidos E achei rude o calor dos teus gemidos Eu que sempre os julgara desolados. Só assim arrancara a linha inútil Da tua eterna túnica inconsútil... E para a glória do teu ser mais franco Quisera que te vissem como eu via Depois, à luz da lâmpada macia O púbis negro sobre o corpo branco. Vinícius de Moraes
Mentido por Mentecapta às
03:53
Vivemos de olhares
Em todos os lugares E a gentileza em nós Nos faz heróis covardes Dois bichos desejando Em jaulas diferentes Num cio infindo atrás de grades E a possibilidade De gozo e de saudade Floresce sem dar fruto E o luto sem saída Da hora não-vivida É bem pior pro coração Que a despedida. Entre a neblina ouvimos O som dos nossos sinos E ansiamos nos tocar: Os olhos criam luzes. Cada encontro Os teus olhos barcos pedem aos meus Um cais. Nas noites estreladas Com velas desfraldadas Vejo você se aproximar E os olhos brilham: Acendo a minha quilha, Enfeito toda a ilha Pra esse encontro imorredouro E no ancoradouro As flâmulas que aceno Se cobrem de sereno: São lágrimas choradas Em cada madrugada... Quem viu o amor renunciar Ao desvario? Mas, no fim da viagem, Na hora da abordagem, Sinto você se desviar... Netuno sopra as luzes. Fim do encontro: Os teus olhos barcos gritam adeus No mar Dos meus.
Mentido por Mentecapta às
10:54
Me and Mrs.Jones
We got a thing goin' on We both know that it's wrong But it's much too strong To let it go now We meet every day at the same caffée Six-thirty and no one knows she'll be there Holding hands, making all kinds of plans While the jukebox plays our favorite songs Me and Mrs.Jones We got a thing goin' on We both know that it's wrong But it's much too strong To let it go now We gotta be extra careful That do we don't build our hopes up too high Because she's got her own obligations And so, and so, do I Me and Mrs.Jones We got a thing goin' on We both know that it's wrong But it's much too strong To let it go now Well, it's time for us to be leaving It hurts so much, it hurts so much inside Now she'll go her way and I'll go mine Tomorrow we'll meet The same place The same time Me and Mrs.Jones We got a thing going on We gotta be extra careful We can't afford to build our hopes up too high I wanna meet and talk with you At the same place The same caffée The same time And we're gonna hold hands like we used to We're gonna talk it over, talk it over We know, they know, and you know and I know that it was wrong But I think it's strong We gotta let 'em know now That we gotta thing goin' on A thing goin' on Cary Gilbert, Kenny Gamble & Leon Huff
Mentido por Mentecapta às
02:05
Não seja por isso
Eu não tenho pressa Eu posso esperar vidas inteiras Mas tenha certeza De que lhe interessa Deixar escapar o ouro do agora Para que não seja Numa tarde dessas Tarde demais (Adriana Calcanhotto)
Mentido por Mentecapta às
00:51
Um girassol sem sol Um navio sem direção Apenas a lembrança do seu sermão Morro de amor E vivo por aí Nenhum santo tem pena de mim... Edgard Scandurra
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01:40 |
FRASE DE EFEITO COLATERAL SÓ TEM TANTAM NO... Alê Félix a menina do didentro Ion. 1. adj. Qualidade que recai sobre a pessoas que muito vem pensandinho sobre si, sobre seus desejos, sobre suas aspirações, suas preocupações. ... o que é mais didentro? AnÔnImO iNcÓgNiTo... Anonimo_Incognito é um cara bem à toa, por isso fez do MIRC o seu melhor amigo... Como o MIRC não consegue ocupar todo tempo vago de Anônimo Incógnito, ele resolveu fazer este BLOG também... Anonimo_Incognito End of /WHOIS list. Balde de Gelo O Balde de Gelo apresenta os dois lados da vida de um casal que só existe na imaginação dos autores. Blog do Marcurélio "Deus proverá", meu pai dizia. Eu quero acreditar. Estrelismos ESTrELA C. 27 anos Carioca da gema Dotôra devogada Libriana Framenguista Cabeça de vento Estudando, estudando... Furando o papo Papo furado é coisa que existe em qualquer lugar do mundo e não há coisa melhor doq ue tirar uns momentinhos, mesmo no meio de um assunto sério, pra furar um papo sério e falar bestagem pelo meio. Papo furado legal não é só na porta de casa, na calçada da vizinha, nos moldes do interior. Também não é só o conversê molhado de cerveja, no meio da fumaça do cigarro, muita gente, música alta, no balcão do boteco predileto... Imprensa Marrom Histórias Improváveis. Textos nem sempre publicáveis. Arrisque-se a entrar. Implore para sair. Lado Z Cinco do cinco de setenta e cinco, quinze e quarenta e cinco, Praça XV (centro do Rio). Leme desde sempre. Carioca descendente de paraibanos por todos os lados. Publicitário beatlemaníaco (são Fab Five, gente; não se esqueçam do George Martin). Óperas-rock em geral. Henfil, Asterix, Mafalda. Profundo desconhecedor de linguagens de programação, extremamente cara-de-pau pra aprender e falar idiomas. Vem-bindos. Ê. Menina da Lua Apesar de já ter tempo de vida suficiente para saber cada detalhe da minha personalidade, ainda me surpreendo. Geminiana que sou, me considero volúvel muitas vezes. Mudo de opinião conforme a lua. Meu humor também é oscilante. Basta eu ter que ficar em algum lugar ou ter que fazer algo, sem ter vontade, para eu virar um dos meus ídolos, o "Smurf Resmungão", odiando até o céu azul! Rapsódia Divagações, versos e prosas, pensamentos e trovas... A literatura, a filosofia, a mitologia, a música, o teatro, o cinema... e, claro, coisas fúteis. "E deixa que digam, que pensem, que falem". CAMISAS DE FORÇA Chiquinha! Yo nací en 1971 (no recuerdo la fecha exata) en una vecindad ubicada muy cerca de tu casa. Ustedes se preguntarán ¿en qué lugar? Yo les respondo: en la azotegüela del segundo patio. Ustedes se preguntarán ¿en qué estado? Yo les respondo: en un estado lamentable, fíjate, fíjate, fíjate. Nací tan chiquita, tan chiquita y tan pecosa, tan pecosa, que mi mamá pensó que en lugar de haber tenido una linda niña, tuvo un "huevo de guajolota". Se assustó tanto que decidió irse al cielo con Papá Dios. Así que crecí al lado de mi papá y mi biscabuela, aunque no crecí mucho, eje, ajá, eje... Clube da Lulu Dep. Chico Alencar Formado em História na Universidade Federal Fluminense, defendeu tese de Mestrado em Educação na Fundação Getúlio Vargas sobre o movimento das Associações de Moradores do Rio, do qual foi um dos líderes no início dos anos 80... Falha Nossa.com O Primeiro Site do Brasil só de erros de filmes Gramofone E no entanto é preciso cantar Mas que nunca é preciso cantar É preciso cantar e alegrar a cidade... Great Guy Official Homepage Raphael Alves (aka DJ Great Guy) toca há 5 anos na noite carioca e paulista. Começou a pilotar as pickups em festas particulares e na boite @Loka (em Botafogo, hoje extinta). Tornou-se especializado em rock, electro, trash e música retrô (flashbacks dos anos 70,80 e 90). Idealizador dos projetos Ploc 80s, One Hit Wonders, Soundtrack (de trilhas sonoras), Substance (A essência dos anos 80) e Grind-Rio (The Rock Project for Mix People), já passou pelos clubes cariocas @Loka, Nautillus, Casa da Matriz, Les Artistes, Bunker, Spin, Blue Angel, Ballroom e Vollupya; e em São Paulo no Bar D'Hotel Cambridge, Caravaggio, Alôca e Rabo de Saia... Infância80 Mondo Redondo Frase. Palavra. Letra. Comunicação. :: Salve Ferris :: "Life moves pretty fast. If you don't stop and look around once in a while, you could miss it." (Ferris Bueller) ::::Teledramaturgia:::: "Novela o próprio nome já define: um novelo, que vai se desenrolando aos poucos." Janete Clair The Big Cartoon Database Providing an In-Depth, Detailed Look at your Favorite Cartoons. A Searchable DataBase of Cartoon Information, Episode Guides and Crew Lists. The Internet Movie Database Welcome to the Internet Movie Database, the biggest, best, most award-winning movie site on the planet. INSET-CAPTA Elimine todos os insetos de uma vez com estas fotos CONTATO Quer mentir pra mim? ARQUIVO O que eu já menti
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